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Amor e bravura

Nessa semana quero trazer como dica de leitura um livro que eu mesma li bem recentemente, o Travessia da Leticia Wierzchowski, lançado na metade de 2017. Ele é o terceiro livro da série que iniciou com o lançamento do volume A Casa das Sete Mulheres e nesse volume, Leticia conta a história do casal Anita e Giuseppe Garibaldi. Preciso ressaltar, antes de começar, que pensei em falar dele hoje, pela proximidade do Enart, realizado no fim de semana que passou, porque o casal e seus feitos são frequentemente retratados nas apresentações.  A história contada no livro não é nenhuma grande novidade, porque faz parte da história do Rio Grande do Sul, do Uruguai e da Itália. O enredo inicia com a chegada de Giuseppe ao Rio Grande do Sul, vivendo os fatos que culminaram no encontro com Anita em Laguna no Litoral Sul de Santa Catarina. Depois a história segue pelo Uruguai e pela Itália até a morte de Anita. Tudo isso acontece em um intervalo de tempo de 10 anos.  Mas se a ...

Mais feiras do livro

Assim como fiz há algumas semanas, na ocasião da 30ª Feira do Livro de Santa Cruz, a coluna dessa terça-feira não trará uma dica de leitura, mas uma dica de atividade relacionada a ela: visitas a feiras do livro. A ideia surgiu, porque nessa quarta-feira, 8 de novembro, terá início mais uma feira do livro e ela acontecerá bem pertinho de nós, moradores de Santa Cruz. É a 21ª Feira do Livro da cidade vizinha, Vera Cruz.  O evento acontecerá na Praça José Bonifácio até o próximo domingo, dia 12 de novembro. E terá uma programação bem bacana: mais de 20 peças de teatro apresentadas, dez atrações musicais, haverá também lançamentos de livros de autores locais, entre outras atividades. Além de tudo isso, porém, haverá os livreiros. Nove ao total. Com bancas cheias de livros prontinhos para serem levados para casa. Por você. Além disso, o próprio passeio em uma feira do livro é sempre uma boa ideia, mesmo pra quem não gosta muito de ler. O clima de uma feira é sempre agrad...

A Medusa e o Amor

Na semana passada, Santa Cruz do Sul teve uma bela surpresa ao descobrir que é natural daqui a patrona da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre que acontecerá entre os dias 1º e 19 de novembro. E Valesca de Assis é o nome dela. Como eu não conhecia nenhuma das publicações da autora, que estreou em 1989, achei muito justo buscar uma leitura e compartilhá-la com os leitores do Riovale Jornal e do blog. Afinal, a literatura feita por pessoas daqui vem ganhando um destaque cada vez maior, e é dever nosso valorizá-la.  Então comecei pelo começo. Uma breve busca pela internet me apontou que o primeiro livro de Valesca foi o volume “A Valsa da Medusa”, lançado, como já disse, em 1989, pela editora Movimento – com reedição em 2009 pela Edunisc. E acho que foi uma boa escolha, porque me intrigou desde o início o fato de um livro de estreia ser tão interessante. “Se esse volume - o primeiro dela - é tão bacana, como serão os demais?”, pensei. Com 116 páginas, o romance é curto e b...

A Santa Cruz de outros tempos

Pensando nesse clima de Oktoberfest, de cultuar tradições e de relembrar a história da cidade, a resenha de hoje – e sugestão de leitura, claro – é sobre o livro de memórias (ensaio) escrito pela santa-cruzense Moina Mary Fairon Rech. Ele não conta a história dos colonizadores germânicos, mas fala de uma história que, apesar de ser mais recente, é bem menos registrada. No livro “Uma janela para o passado”, ela nos apresenta uma Santa Cruz do Sul das décadas de 30 e 40. Uma Santa Cruz bem diferente da que conhecemos hoje. Dentro das 366 páginas do livro, Moina conta episódios de sua infância e juventude. Relembra acontecimentos que marcaram sua vida. São histórias simples, como aquelas que uma avó costuma contar para os netos. Porém, dentro dessas histórias é possível captar registros de uma cidade que estava se desenvolvendo, de ruas que estavam sendo construídas, de um estilo de educação diferente, de hábitos da sociedade santa-cruzense de gerações anteriores.  Durante su...

Um pai, um filho, uma história

Logo que o longa-metragem “O filme da minha vida” foi lançado descobri que ele era baseado em um livro do chileno Antônio Skármeta – “Um pai de cinema” - e fiquei curiosa em relação ao volume, especialmente porque o próprio Skármeta afirmou em uma de suas vindas à Santa Cruz, que a cidade possuía um clima muito semelhante ao da história escrita por ele. Entretanto os dias passaram e esqueci de procurar o volume para lê-lo.  Há algumas semanas, porém, tive a oportunidade de ver o longa-metragem (dirigido por Selton Mello) no cinema, e então foi quase que avassalador. Gostei tanto do enredo que não encontrei alternativa senão buscar a história original - sim, porque spoilers nunca me intimidam e filmes baseados em livros só me fazem querer ler ainda mais. E qual não foi a minha surpresa ao iniciar a leitura e perceber que as semelhanças são muito, muito grandes? Um pai de cinema é uma novela, e portanto, o volume não é grande e a leitura não é difícil. Os capítulos são...

Dicas para a Feira do Livro

Setembro chegou e com ele, aquele que é - pelo menos para mim - um dos eventos culturais mais bacanas. A Feira do Livro. E é claro que eu não podia deixar de falar um pouquinho sobre ela e os grandes protagonistas do evento, os livros. Dei uma circulada pela feira e procurei algumas dicas de leituras. Encontrei diversos livros que já li e que posso garantir que são bacanas, e também livros que me interessaram. Trago abaixo alguns deles, para que fiquem de dicas. Uma dos primeiros volumes que eu encontrei foi o “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón. Ele é o primeiro de uma série chamada “O Cemitério dos Livros Esquecidos”, mas pode ser lido como uma história independente, e é, sem dúvida, um dos melhores livros que já li. Zafón tem uma narrativa leve e um enredo incrivelmente bem construído. É até difícil resumir ele aqui, mas vamos lá: o volume conta a história do jovem Daniel Sempere, filho de um livreiro, que logo no início da história é levado a um lugar misterioso, chamad...

Por que falar sobre livros?

Falar sobre livros. Esse é o objetivo desse espaço que foi criado e está sendo lançado pelo Riovale Jornal nessa terça-feira, 29 de agosto. Era um desejo antigo meu, como alguém que adora ler. E era um desejo antigo do Riovale. Então aqui estamos. Mas por que falar de livros? Acho que eu preciso explicar isso em primeiro lugar. Eu poderia trazer aqui uma série de apontamentos científicos a respeito da importância dos livros e dos benefícios que a leitura traz para aqueles que adquirem o hábito. Ele é essencial para a educação. Para a cultura então, nem era necessário citar. Ele tem um importante papel no desenvolvimento do senso crítico e melhora a escrita de quem lê. Além disso, têm aqueles benefícios para a saúde mental: os livros podem ajudar a reduzir o estresse, aumentar a capacidade de concentração e até de memorização. A lista é gigantesca. E isso tudo é importante, claro. Mas na minha humilde visão, ainda mais importante é a relação que as pessoas constroem com os liv...